Isto não se diz. Mas vou dizer. Amo o meu filho com tudo o que sou, mas odeio ser mãe. Odeio o cansaço, a solidão, a culpa constante, a exigência. Odeio a forma como me perdi de mim. Já me vi ao espelho sem me reconhecer. Já desejei voltar atrás e depois odeio-me por pensar isto. Porque ele não tem culpa. Porque ele é maravilhoso, mas eu... eu estou só. E ninguem me avisou que o amor podia vir com tanta dor colada.