Divorciada, com dois filhos pequenos, e sem receber há meses depois da falência da empresa onde trabalhava. Um dia, abri a despensa: só havia um pacote de bolachas e um litro de leite. Pedi ajuda à família e à paróquia. Ninguém respondeu. Respondi a um anúncio no jornal, vesti a melhor lingerie e roupa, e conheci uma mulher que me arranjou um cliente. Disse: “Fecha os olhos e finge que é o teu namorado.” Saí de lá suja na alma, mas com dinheiro para alimentar os meus filhos. Nunca repeti. Não me orgulho. Fiz o que tinha de ser feito.