Houve uma noite, depois de um dia de gritos, sapatilhas perdidas e birras por causa da cor do copo, em que eu me senti a pior mãe do mundo. Adormeci a chorar baixinho. Às 3h00, senti um peso no colchão. Era o meu filho. Aninhou-se, pôs a mãozinha gorda na minha bochecha e murmurou: "Amo-te mamã" Naquele momento o mundo parou. Percebi que, para ele, eu sou o sol, mesmo quando me sinto uma nuvem de tempestade. Chorei outra vez, mas desta vez foi porque percebi que o meu caos é o lar de alguém.