Trouxe o filho errado da escola. Estava ao telemóvel, meio distraída, vi um miúdo parecido com o meu, chamei-o e levei-o pela mão. Disse-lhe para entrar no carro e pôr o cinto e ele entrou, todo tranquilo. Quando olho pelo espelho retrovisor... quase me dá um ataque. Não era o meu filho! O pânico, a vergonha, o filme todo. Voltei à escola a tremer, cheia de medo de cruzar-me com a mãe do miúdo e só me apetecia enfiar-me num buraco ao falar com a auxiliar. Até hoje, não sei como é que aquele miúdo entrou tão naturalmente no carro.