Quando era criança, fui apalpada por um vizinho. Contei à minha mãe e ela disse-me para, da próxima vez, lhe dizer para fazer isso à mulher dele. Ninguém me defendeu. Ninguém o confrontou. Ninguém me assegurou que aquilo não ia voltar a acontecer. Comecei a ter medo e a fazer atalhos enormes quando vinha da escola, só para o evitar. Aprendi cedo que, na crise, estava por minha conta. Hoje estou num relacionamento maduro e saudável e sinto-me finalmente em segurança. E é uma sensação tão boa que só queria tê-la tido a vida toda.